quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Hora do Espanto

- Nunca convide um vampiro pra entrar em sua casa (Ed)


Seguindo a onda das refilmagens que nos são apresentadas aos montes, esta é a vez de A Hora do Espanto, cuja primeira versão data do ano de 1985, dirigido por Tom Holland, e que contaram ainda com os atores: Chris Sarandon, William Ragsdale, Amanda Bearse e Roddy McDowall. Mesmo não sendo tão elogiado quanto o original, esta última versão consegue apreender o expectador, principalmente nesta época em que os vampiros são bonzinhos, voadores e brilhantes.

Sem ser exagerado ou cair na mesmice, o filme nos traz, como sempre, os adolescentes e seus traumas, alguns rostos bonitos, além dos clássicos mandamentos que cercam o mundo vampiresco: água benta, estaca no coração, não entrar na casa em que não é convidado, mortal a luz solar, ou seja, coisa pouca, nada demais...

Muitos já assistiram a primeira versão e conhecem a estória, mas para aqueles que são mais novos, como eu, farei um breve relato: Ed (Christopher Mintz-Plasse) é um jovem adolescente aficionado por vampiros, aliás, é um verdadeiro caçador destas criaturas, porém não consegue convencer Charley (Anton Yelchin), amigo de infância, que seu vizinho, Jerry Dandridge (Colin Farrell) é na verdade um destes vampiros. Principalmente porque Charley já não se interessa muito por estórias de vampiros, e sim por meninas, ou melhor, por Amy (Imogen Poots), sua namorada.    

Não passa muito tempo e Charley percebe que Jerry realmente escondia algo, e todos a sua volta poderiam estar em perigo, inclusive sua mãe Jane (Toni Collette), bastante encantada pelo vizinho. Descobrir a verdade sobre o vizinho, não parecer um nerd a ponto de ficar mal com a namorada e os amigos: esta era a missão de Charley, pelo menos era o que ele imaginava.


Título original: (Fright Night)
Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Direção: Craig Gillespie
Atores: Colin Farrell, Anton Yelchin, Toni Collette, Christopher Mintz-Plasse.
Duração: 120 min
Gênero: Terror

domingo, 2 de outubro de 2011

Sem Saída

- O que minha foto está fazendo em um site de pessoas desaparecidas? (Nathan)



Não adiantou dispensar dublês, ou se ancorar na fama da saga Crepúsculo, pois, definitivamente, Taylor Lautner não convenceu neste filme. Aliás, sendo mais justo com o moleque, a verdade é que o próprio filme é fraco, previsível e, apesar de todas as cenas de ação, também é monótono.

A vida parecia normal para Nathan (Taylor Lautner): escola, amigos, festas, família, uma queda por sua vizinha Karen (Lily Collins), etc... até que um dia, ao realizar uma pesquisa para a escola, descobre uma foto de infância sua em um site de desaparecidos. Imediatamente aquelas pessoas em sua casa, que por muito tempo chamara de pai e mãe, pareciam ser totalmente estranhas, ainda mais quando agentes secretos da CIA invadem sua casa e tentam matá-lo.

Fugir, esta é sua única chance. Com poucas pessoas para confiar, Nathan e Karen seguem atrás de pistas que ajudem a descobrir o que está acontecendo: quem são seus pais verdadeiros, por que a CIA ou um agente sérvio, Kozlow (Michael Nyqvist), lhe persegue?

Se o objetivo de Lautner era desconstruir a imagem deixada por Crepúsculo, acredito que este filme não foi uma boa escolha. Simplesmente juntar rostos bonitos e semi famosos, carros, tiros, golpes, explosões e perseguições não é a fórmula mágica para fazer um bom filme de ação, é fundamental também que exista um bom roteiro. Na semana em que as opções variavam entre Premonição, Conan e Sem Saída... é irresistível não cair no igualmente terrível trocadilho: fiquei sem saída, argh!


Título original: (Abduction)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: John Singleton
Atores: Taylor Lautner, Lily Collins , Alfred Molina, Sigourney Weaver.
Duração: 106 min
Gênero: Suspense

Quem Vai Ficar Com Mary


- Eu não sou um tarado. (Ted)


Em busca de ânimo para comentar o nada estimulante Sem Saída, resolvi assisti esta mais ou menos antiga comédia, pois assim, quem sabe não me inspiro, ou esqueço, o fraco e mais novo filme de Taylor Lautner.

É a típica comédia de Bem Stiller. Interpretando Ted Stroehmann, um personagem meio bobalhão que se mete em confusões desconcertantes, cheio de traumas, mas que não desiste dos sonhos, sempre ganha a simpatia do espectador. Já Cameron Diaz, treze anos mais jovem, interpreta Mary Jensen Matthews, a garota mais bela do colégio, objeto de desejo de muitos.

Aquela que seria a noite mais feliz de Ted, pois levaria Mary ao baile, transformou-se no grande trauma de sua vida. Em uma desastrosa visita a casa dos pais de Mary, com o objetivo de buscá-la para o esperado baile, Ted tem um terrível acidente no banheiro, (algo que já aconteceu com a maioria dos homens): suas partes íntimas ficam presas no zíper da calça. Na tentativa de ajudar, não só a família invade o banheiro, mas também um policial e vários bombeiros, até que chega a ambulância e toda a vizinhança fica sabendo do constrangedor acidente.

Treze anos após este fatídico encontro surgem em cena Ted e seu terapeuta. É assim que inicia a procura por Mary, a única mulher que nosso personagem havia amado. Porém, não foi apenas Ted que fora fisgado pelos encantos de Mary, outros também tiveram os corações dilacerados, entre eles, Pat Healy (Matt  Dillon), um detetive de métodos não muito honestos, e um grande amigo de Mary, Norman Phipps (Lee Evans).

Como a maioria dos filmes de Stiller este também lhe rouba algumas risadas e vale a pena suas duas horas, principalmente se você quer se curar de um Sem Saída.


Título original: (There's Something About Mary)
Lançamento: 1998 (EUA)
Direção: Bobby Farrelly, Peter Farrelly
Atores: Cameron Diaz, Ben Stiller, Matt Dillon, Lee Evans.
Duração: 119 min
Gênero: Comédia

domingo, 25 de setembro de 2011

Larry Crowne - O Amor Está de Volta

- Olha quem está esperando o ônibus! Quer uma carona. (Larry Crowne)
- Tudo bem, mas não usarei este balde na cabeça. (Mercedes Tainot)


Recentemente uma representante do mundo das editoras de livros afirmou em entrevista que nos Estados Unidos houve um grande crescimento nas vendas de livros acadêmicos, universitários, um reflexo da crise econômica americana, pois muitos recém desempregados voltaram para as universidades. Este filme também é um reflexo desta crise, mas não tão engraçado ou dramático quanto o muito bom: As Loucuras de Dick e Jane. Ainda assim é um filme prazeroso, leve e simpático. Tom Hanks, como sempre, está muito bem, assim como Julia Roberts, sem mencionar os demais atores que dão vida a bonita jornada do personagem principal em sua busca por, digamos, requalificação profissional.

Há vários anos trabalhando naquela imensa loja, e tendo sido escolhido por nove vezes o funcionário do mês, Larry Crowne (Tom Hanks) já imaginava o que lhe aconteceria quando foi chamado para falar com a diretoria: era o prêmio de funcionário do mês. Porém, desta vez Larry não seria escolhido, pior, estava demitido, simplesmente por não ter um curso superior. Não adiantou seu bom rendimento ou larga experiência. Estava demitido. Assim tem início o filme e também as redescobertas do nosso personagem.   

Em outra cena temos Mercedes Tainot (Julia Roberts), uma professora do curso de Oratória de uma Universidade Comunitária americana (todos nós sabemos o prestígio que estas universidades possuem nos Estados Unidos). Desestimulada com o trabalho, com a vida, com o marido, um ex-professor e agora blogueiro que passa o dia todo vendo pornografia na internet. Compõe ainda o roteiro a simpática Talia (Gugu Mbatha-Raw), uma jovem universitária, alegre, antenada com moda, tecnologia e membro da gangue dos “motoqueiros”.

Se você aprecia comédias românticas, fica a dica. Um pouquinho diferente das outras, só um pouquinho. Mas vale a pena assisti-la.


Título original: (Larry Crowne)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Tom Hanks
Atores: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston, Rami Malek.
Duração: 98 min
Gênero: Comédia Romântica

sábado, 24 de setembro de 2011

Lanterna Verde

"No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença. Todo aquele que venerar o mal há de pensar quando o poder do Lanterna Verde enfrentar". (Hal Jordan)


Seguindo a onda de outros super-heróis que invadiram as telonas, Lanterna Verde surge como apenas mais um entre tantos filmes medianos. Ou seja, não tão bom quanto X-Men: Primeira Classe, nem tão ruim quanto Tor. Assim, se o objetivo do espectador é curtir duas horas de efeitos especiais, então ficará satisfeito, porém se procura um pouco mais de emoção, interpretação mais convincente, roteiro mais elaborado, dramaticidade, com certeza, infelizmente, não se aproxime deste longa.

Hal Jordan é um jovem e competente piloto de avião, porém bastante conhecido por sua irresponsabilidade, além de carregar consigo o drama de ter perdido o pai, também piloto, em um acidente de avião. Este jovem cheio de traumas foi escolhido pelo Anel para fazer parte da Tropa dos Guardiões do Universo. Sua missão não poderia lhe exigir mais: substituir o maior dos Lanternas: Abin Sur (Temuera Morrison), o mesmo que lhe dera o anel após ser perseguido pelo maior de todos os inimigos, aquele que se alimenta do medo: Parallaxi. Jordan terá que superar vários desafios nesta aventura, seu medos e a falta de responsabilidade, convencer os outros guardiões que ele, um terráqueo, pode sim defender o Universo, além de enfrentar o retorno daquele que foi o maior de todos os inimigos dos Lanternas.

Enfim, espero estar enganado, mas dificilmente estreará um filme de ação ainda este ano melhor do que o Sucker Punch- Mundo Surreal e X-Men: Primeira Classe. Porém, muitos fãs dos quadrinhos aprovaram esta adaptação. De qualquer forma, não cultive expectativas exageradas para não se decepcionar.

Título original: (Green Lantern)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Martin Campbell

Atores: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong.

Duração: 105 min

Gênero: Aventura

sábado, 17 de setembro de 2011

Cawbois & Aliens

Eles voltarão com mais e não haverá sobreviventes. (Ella)


Jake (Daniel Craig) está sem memória e desorientado, após um encontro pouco amigável com uma família de caçadores de índio, vai parar em Absolution, uma cidade quase deserta e que vive sempre amedrontada, seja pelo criador de gado Woodrow Dollarcyde (Harrison Ford), ou então pelo seu filho, o medroso e metido a valente Percy (Paul Dano). Até aí tudo estaria bem encaminhando para um tradicional filme estilo faroeste, porém, o inusitado entra em cena: aliens surgem em enormes e rápidas naves capturando as pessoas e destruindo toda a cidade. Não resta outra alternativa senão a união de todos em torno da perseguição destes aliens. E assim, o forasteiro, o valentão e seu filho, além do pastor, da enigmática viajante Ella (Olivia Wilde), do doutor, da criança, do cachorro, e mais tarde, dos índios, isso mesmo, dos índios. Todos juntos na caçada aos monstros do espaço.

Jake também carrega em seu pulso um misterioso artefato e muito estranho para sua época (1873), uma espécie de relógio que se transforma em uma poderosa arma letal contra os aliens. Como ele teria conseguido esta arma? O que esconde o passado de Jake? E quem é esta Ella? O que querem estes aliens? É o que descobriremos neste longa recheado de tiroteios, correria, explosões e efeitos especiais.

Um tradicional faroeste misturado com ficção científica, e no final, com muita boa vontade, até que o espectador aceita o resultado. Pelo menos os atores são bons, a produção também, em fim, para um filme estilo pipoca, e na falta de outras opções, dá pra enrolar.  


Título original: (Cowboys and Aliens)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jon Favreau
Atores: Daniel Craig, Olivia Wilde, Harrison Ford, Sam Rockwell.
Duração: 118 min
Gênero: Ação

O Homem do Futuro

Será que eu devo desistir dela?  (Zero)
Não, eu estou te dizendo um jeito de ficar com ela.  (Zero)


Depois da decepção com o De Pernas Pro Ar, uma cópia mal feita do que tem de mais descartável em Hollywood, confesso que pensei mais de duas vezes antes de decidir assistir O Homem do Futuro. Porém, Wagner Moura é um ótimo cartão de visitas, tendo em vista os seus últimos bons trabalhos. Assim, decidi ver uma estória já contada várias vezes pelo cinema americano, cujo auge está no nostálgico De Volta para o Futuro.

E, para a felicidade dos apreciadores do cinema nacional, o filme diverte sim. Wagner Moura, como sempre, está muito convincente, aliás, como é de praxe neste tipo de enredo, em determinado momento o bom baiano terá que dar caras diferentes ao mesmo personagem, saindo se muito bem. A trilha sonora, típica do início dos anos Noventa e final dos Oitenta, também foi bem escolhida, aliás, foi uma oportunidade para o ator principal divulgar suas aventuras no mundo da música, aventuras estas bastante criticadas. O roteiro nos dá aquela velha e tão comum sensação de “já vi isto antes”, pois voltar no tempo não é nenhuma novidade no cinema, bagunçar o passado muito menos. Ainda assim, o elenco consegue nos manter atentos e a espera da próxima cena.

Zero (Wagner Moura) é um cientista que não consegue esquecer o passado, precisamente a noite em que perdeu Helena (Aline Moraes), aquela que poderia ser o amor de sua vida, mesma noite em que ganhou o apelido que marcaria negativamente sua vida. Até que um dia tentando construir uma nova forma de energia através do seu mais novo invento, Zero, acidentalmente, é transportado para o passado, exatamente aquela fatídica noite. Então, vê ali a chance de mudar seu futuro, retirar enfim, da sua vida a melancolia dos tristes dias sem seu grande amor, Helena. É assim que Zero inicia a construção de um novo destino, nada de laboratórios, aulas chatas, falta de dinheiro e, principalmente, nada de solidão. Porém, como é sabido, alterar o passado não é tão simples assim.

Enfim, bom retorno aos anos noventa!


Título original: (O Homem do Futuro)
Lançamento: 2011 (Brasil)
Direção: Cláudio Torres
Atores: Wagner Moura, Alinne Moraes, Fernando Ceylão, Maria Luísa Mendonça.
Duração: 106 min
Gênero: Comédia Romântica