- Os médicos disseram que não
pode controlar seus impulsos. (Tom)
Ultimamente o tempo está escasso
para assistir e principalmente comentar filmes, tenho me limitado aos passa
tempo comerciais das salas de cinema. Porém, ontem tive a grata surpresa de
conhecer a obra que penso ser o melhor trabalho de Hilary Swank e que também lhe rendeu um Oscar. E não podemos esquecer que esta é uma atriz que
coleciona bons filmes. Meninos não Choram é uma obra prima de
interpretação, Swank está irreconhecível e muito convincente.
Conta a história real de Teena
Brandon (Hilary Swank), vinte e um ano, uma mulher que
tem crise existencial sexual, ou seja, biologicamente, fisicamente nasceu mulher, mas se senti e age como um homem.
Gosta de meninas, anda com meninos. E por mais que gradativamente a sociedade
esteja se tornando mais liberal quando o assunto é tolerância a opção sexual
alheia, ainda assim, os anos noventa não eram um lugar ideal para manifestar
suas escolhas livremente. Por isso, Teena Brandon se vestia e se comportava como
homem e não permitia que ninguém descobrisse seus segredos, com exceção para o
seu primo Lonny (Matt McGrath).
Alucinado por garotas, Brandon
não resistia a possibilidade de uma conquista, e foi assim que, em um bar, conheceu
Candace(Alicia Goranson), uma jovem mãe solteira, e na mesma noite, John (Peter Sarsgaard). Mais tarde veio Tom (Brendan Sexton III)
e Lana(Chloë Sevigny), uma jovem por quem John nutria um amor platônico.
Juntos, aquele grupo curtia a vida sem medir conseqüências: bebidas, fuga da polícia, surf
em carroceria de caminhonete, etc. Mais os segredos de Brandon estavam mais
difíceis de serem mantidos, principalmente após conquistar o coração de Lana. E Brandon sabia que este seria um jogo arriscado, haja vista, aquela ser uma cidade intolerante
e preconceituosa.
Para um blogueiro de cinema não
há nada mais estimulante do que um bom filme, logo surge um tempinho vago para
uma breve postagem. E esta é uma obra imperdível: emocionante, sensível, comovente,
uma homenagem ao amor, um apelo contra o preconceito em um mundo em que, infelizmente, para amar ou
ser amado(a) deve se antes respeitar alguns padrões ainda intocáveis.
Lançamento: 1999 (EUA)
Direção: Kimberly Peirce
Atores: Hillary Swank, Chloë Sevigny, Peter Sarsgaard, Brendan Sexton III.
Duração: 114 min
Gênero: Drama