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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prometheus

Até onde iria para obter suas respostas? (David)


Guardado na geladeira por mais de dez anos, Prometheus finalmente chega às telonas, e como não poderia deixar de ser, nos remete a um dos alienígenas mais temidos do universo cinematográfico, o Alien. É um filme para a geração que não tremeu de medo nos anos noventa com os filmes deste ser de cabeça chata e gosmenta. Alien, produzido no longínquo ano de 1979, também teve a direção do grande Ridley Scott, que, para a alegria dos fãs, manteve a mesma fórmula de sucesso neste seu novo trabalho.

Filmes de ficção possuem um aspecto interessante: sempre constroem um futuro magnífico, cheios de tecnologias que nos deixariam boquiabertos, e em Prometheus não é diferente: androides perfeitos, sono criogênico, super naves espaciais, etc. Além desses exercícios criativos dos roteiristas, o filme também nos apresenta aquele olhar sempre visionário e as vezes fantasioso dos cientistas, representado aqui pelos arqueólogos Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green).

Somos remetidos também a questões envolvendo religião, crença e, principalmente, a uma das perguntas que sempre inquietaram o homem: de onde viemos? E, para não fugir a nossa normalidade, a vingança, ganância e violência também dão as caras no filme. Enfim, é um filme que possui um efeito visual bem interessante, além de uma ótima trilha sonora, que contribui para manter o expectador sempre em estado de suspensão.

Acreditando estar seguindo pistas que nossos criadores deixaram na Terra, um grupo de cientistas financiados por uma grande corporação (Weyland-Yutani) são levados ao distante planetoide LV-223. Lá, entre pesquisas e descobertas que mudariam a história da humanidade, acontecimentos estranhos tomam a tripulação de surpresa. As questões científicas ou mesmo religiosas que moviam aquelas pessoas já não tinham mais importância. Até mesmo sobreviver não era mais o bastante. O que e quem os atraíram até aquele lugar?

Sem dúvida Ridley Scott é uma ótima propaganda para o filme, porém, definitivamente não é apenas seu nome que garante sua ida ao cinema, pois, ao final, na apresentação dos créditos, você sairá satisfeito, seja um fã do Alien, ou não. Não é um marco na história do cinema, mas consegue divertir, principalmente frente aos últimos filmes mornos de alienígenas que chegaram às salas de cinema.


Título original: (Prometheus)
Lançamento: 2012 (Estados Unidos)
Direção: Ridley Scott
Atores: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie, Benedict Wong, Emun Elliott, Patrick Wilson
Duração: 124 min
Gênero: Ficção

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Pacto


"Homem real joga" (Simon)


Ao longo dos últimos anos, com raríssimas exceções, a crítica especializada e não especializada (como este blog aqui) acostumou se a “descer o sarrafo” em Nicolas Cage, claro, com toda a razão, tendo em vista a baixa qualidade de seus trabalhos. Em relação a este último não tem sido diferente, pelo menos a maioria dos críticos assim tem feito, porém resolvi mudar um pouco o discurso.

Inicialmente relutante em dedicar duas preciosas horas de lazer a mais um duvidoso filme de Cage, pensei duas vezes antes de comprar o ingresso, assim mesmo arrisquei, porém, auto- comprometido em ser benevolente com o ator que rende bons quadros ao bom programa Saturday Night Live (Canal Sony da TV a cabo). Assim, não iria me ater aos furos de roteiro, a fraca interpretação de Cage, e principalmente de January Jones, muito menos pensaria que esta é uma trama muito comum (e qual não é?) nos filmes atuais. E por fim seria generoso na avaliação da obra final.

Antes de tudo vamos a trama: Will Gerard (Nicolas Cage) é um pacato professor de escola pública norte-americana, aquelas em que, pelo menos nos filmes, são retratadas como o purgatório, só melhor do que a cadeia, que é o inferno. Aquelas mesmas em que só latinos e negros freqüentam. Gerard é casado e vive feliz com a musicista Laura (January Jones), até o dia em que ela foi atacada na rua e terminou gravemente feriada em um hospital. É neste instante que Simon (Guy Pearce) surge com uma proposta sedutora: matar o homem que teria atacado sua esposa. Sem o objetivo de entregar o filme – pelo menos não tanto quanto o trailer – diria que independente da decisão do pacífico professor, Simon não seria alguém que eu gostaria de ter na minha lista de amigos, nem na quase indiferente lista de amigos do facebook. 

Assim, considerando todos os elementos avaliativos destacados no segundo parágrafo, e ainda a séria opinião daquela maravilhosa companhia nesta agradável sessão de cinema, eu diria que sim: dê um crédito a Cage, pelo menos desta vez. Este longa supera e muito a brincadeira de mal gosto com o Motoqueiro Fantasma e Motoqueiro Fantasma 2, se bem que ser melhor do que estes dois filmes não é mérito, e sim, obrigação. O fato é que este é um filme regular, tem basicamente tudo o que esperamos em um simples longa de ação e suspense, inclusive os furos de roteiro. Aliás, talvez devessem ter reduzido um pouco o tempo, pois fica nítida a intenção em algumas cenas de simplesmente fazer o tempo passar. Sejamos bonzinhos, mas cento e cinco minutos para este filme é demais em Cage?

Mas vale uma observação, existe uma grande parcela de apreciadores de filmes que adoram o trabalho de Nicolas Cage, independentemente do que bradam os críticos. Assim, especialmente para estes fãs: corram aos cinemas!


Título original: (Seeking Justice)
Lançamento: 2012 (Estados Unidos)
Direção: Roger Donaldson
Atores: Nicolas Cage , Guy Pearce , January Jones, Harold Perrineau, Jennifer Carpenter , Xander Berkeley , Jason Davis
Duração: 105 min
Gênero: Ação