terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Segredos de Um Funeral

“Já havia esquecido que para cada um cara como eu existe um como você.” (Felix Bush)


Felix Bush (Robert Duvall) tinha um desejo: gostaria de fazer imediatamente os preparos do seu funeral. De idade já avançada, talvez profetizando uma breve saída do mundo dos vivos, Bush resolve organizar tudo antes que seja tarde demais. Além dos preparativos corriqueiros de um funeral como caixão, flores, etc., este estranho senhor fez mais uma exigência ao proprietário da funerária, senhor Frank Quinn (Bill Murray): uma festa. Isso mesmo, uma festa fúnebre, e todos que tivessem uma história pra contar a respeito do anfitrião Bush estariam convidados, até mesmo porque o dono da festa teria um plano especial para aquele dia.

Entretanto, a trama, por mais que já pareça estranha, ainda possui outros elementos interessantes: o Senhor Bush é um ermitão, vive a mais de quarenta anos isolado em uma cabana distante da cidade. Os moradores da cidade colecionam histórias terríveis a seu respeito. Conhecido por sua valentia e crueldade, não possui amigos, apenas as impertinentes crianças aparecem em sua propriedade, na maioria das vezes para praticar um de seus esportes preferidos: quebrar vidraças e sair correndo, fato que irrita ainda mais o velho recluso.

Mas, porque aquele homem vive tão isolado? Porque montar uma festa em seu funeral quando ainda se está vivo? E, da forma como não é muito bom em fazer amizades, alguém aparecerá em sua festa de despedida? Para resolver o possível problema de falta de convidados, Bush resolveu então sortear no dia da festa seu “mundão de terras”, assim, conta a história - pois este é um filme baseado em fatos reais acontecidos no distante Tennessee, por volta do ano 1938 – que cerca de dez mil pessoas compareceram a tal festa fúnebre. 

Aguardamos pacientemente e ansiosamente pelo desfecho desta trama. E, acompanhar os pouco mais de cem minutos deste interessante trabalho do diretor Aaron Schneider não é nenhum sacrifício, pelo contrário, é um verdadeiro prazer contemplar as boas atuações de Robert Duvall, Lucas Black, Bill Murray, Sissy Spacek, Gerald McRaney e Bill Cobbs. Sem deixar passar o ótimo trabalho com figurino e fotografia. 

Curioso para saber que segredo é este?


Título original: (Get Low)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Aaron Schneider
Atores: Robert Duvall, Sissy Spacek, Bill Murray, Lucas Black, Bill Cobbs, Gerald McRaney, Lori Beth Edgeman, Scott Cooper, Andy Stahl
Duração: 103 min
Gênero: Drama

Ray Charles

Hit the road, Jack and don't you come back no more,
(Caia na estrada, Jack e não volte nunca mais,)

no more, no more, no more

(nunca mais, nunca mais nunca mais)

Hit the road, Jack and don't you come back no more

(Caia na estrada, Jack e não volte nunca mais)

What you say?

(O que você disse?) 
         Música:  Hit The Road Jack  (Caia Na Estrada Jack)


Ray Charles Robinson (Jamie Foxx) nasceu nos anos trinta na Georgia, um Estado Norte-americano racista. Negro, pobre, pai ausente, e cego. A vida não foi fácil para este homem que se tornou ícone da música mundial. 

Obrigado a digerir traumas da infância e lições que sua mãe, Aretha Robinson (Sharon Warren) sempre fez questão de lhe ensinar, pois não queria que seu filho fosse humilhado algum dia e chamado de aleijado. Ray sempre tentou seguir a risca os mandamentos da mãe, principalmente naquele que foi seu maior desafio: o vício em heroína. 

Um prematuro desembarque em Seatle, aonde buscava iniciar sua carreira musical, ou mais que isso, tentava se manter economicamente independente, o que já seria uma grande vitória naqueles dias para um negro cego. Seu talento logo foi percebido, e mesmo  sabendo que deveria se esforçar bastante para não ser enganado por pessoas mal intencionadas, ainda assim, nem sempre conseguia impedir que aproveitassem do seu dom. 

Ao longo das mais de duas horas de filme podemos acompanhar, através do ótimo trabalho de Jamie Foxx, os erros e acertos de Ray, sua habilidade e criatividade, seu crescimento e reconhecimento, sua relação com o movimento anti-racismo que aflorava nos Estados Unidos naqueles anos, sem esquecer a conturbada relação com as mulheres que sempre estiveram perto do astro; desde sua esposa, Della Bea (Kerry Washington), até Margie (Regina King), uma de suas cantoras. Porém, o que mais atrai nossa atenção, além da constante relação de Ray com o passado; seja com a mãe ou com o irmão morto prematuramente, é exatamente sua dependência química. Mal que parece ser um preço caro demais que alguns artistas andam pagando pelo sucesso. 

As seis indicações ao Oscar do ano de 2005 atestam a qualidade da obra cinematográfica. Destas indicações conseguiu faturar nas categorias de Melhor Mixagem de Som e Melhor Ator, prêmio merecido ao ótimo trabalho de Jamie Foxx. Entretanto, não devemos assistir a este filme em virtude apenas das suas premiações ou qualidade técnica, mas sim, por ser uma perfeita oportunidade de conhecer um pouco mais da vida daquele que reinventou a soul music.


Título original: (Ray)
Lançamento: 2004 (EUA)
Direção: Taylor Hackford
Atores: Jamie Foxx, Kerry Washington, Regina King, Clifton Powell.
Duração: 153 min
Gênero: Drama

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cavalo de Guerra

“Continue cuidando do Joey e ele sempre cuidará de você”  Rose Narracot


Spielberg vez ou outra recebe críticas dos cinéfilos por estar cada vez mais dirigindo e principalmente produzindo filmes “pipocas”. Não deixam de conter verdades nestas críticas, tanto é que dos seus últimos trabalhos apenas o Além daVida (que só produziu) é muito bom, pois o restante navega entre o “não tenho outra opção” e “que filme foi este que acabei de assisti mesmo?”. Mas, devemos confessar que em matéria de entretenimento e emoção o velho cineasta de Cincinnate não deve nada a ninguém.

Não precisa de atores de ponta, ou uma super trama, o fato é que o Midas do cinema consegue transformar em sucesso grande parte das obras que produz ou dirige. Não é a toa que quase todo ano tem trabalhos indicados pela Academia, e este ano não poderia ser diferente: apenas chegou perto com a animação As Aventuras de Tintim, mas emplacou a indicação de Melhor Filme com Cavalo de Guerra

Uma história banal, até mesmo clichê (para o fantástico mundo dos filmes, é claro), mas que consegue capturar o espectador, principalmente a performance do cavalo. Quem sabe não deveriam indicá-lo na categoria Melhor Ator! 

É a história do jovem Albert (Jeremy Irvine), que vê o animal por quem se apegou ir para a guerra, mas que ainda mantém viva a esperança de revê-lo um dia. E todas suas ações estão direcionadas para este objetivo. O outro personagem - Joey, o cavalo - dotado de uma simpatia e coragem extraordinária, enfrentará todos os perigos e tragédias que uma guerra pode proporcionar para tentar se manter vivo. 

Talvez o segredo de Cavalo de Guerra tenha sido, além da qualidade técnica, não se prender apenas em dois personagens principais. A cada instante que Joey entrava na vida de alguém, seus mais belos sentimentos eram revelados e potencializados. Imaginávamos nós, sentados no conforto da poltrona do cinema: como seres humanos tão amorosos são capazes de fazer guerras tão cruéis como estas? No final concluíamos decepcionados que o cavalo era de longe o ser mais inteligente da história!

Melodramático, sim confessemos, porém emocionante! Talvez não seja o suficiente para levar a estatueta deste ano, mas é o necessário para nos deixar satisfeito, basta não sermos exigentes em demasia.


Título original: (War Horse)
Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Direção: Steven Spielberg
Atores: Jeremy Irvine, David Thewlis, Emily Watson, Peter Mullan.
Duração: 146 min
Gênero: Guerra

Goeth!

“Apenas o amor mantém o mundo unido em sua essência” Goeth


“ Enquanto ela falava, como eu me deletei em fitar os seus olhos negros! Como toda minha alma era atraída pelos seus lábios cheios de vida, suas faces frescas e animadas! Quantas vezes, absorvido em minha admiração pelo sentido das suas frases, sequer cheguei a ouvir as palavras de que ela se servia!” Não, este trecho não foi extraído do filme, mas sim do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther” que tem profunda relação com a película.

Uma das inúmeras vantagens de assistir filmes sobre escritores ou filósofos é que sempre recorremos aquele livro empoeirado na estante ou aos books perdidos na rede. No caso deste filme a leitura do livro citado acima só tem a contribuir para amplificar o sentimento do personagem, um sentimento muito fácil de adivinhar: a paixão, é claro!

Johann Goeth (Alexander Fehling) é um jovem aspirante a escritor, porém existem duas pequenas barreiras que o impedem: a falta de habilidade para o ofício e o espírito protetor do pai que, já sabendo da sua inabilidade com as letras, o convence a desistir da idéia de escrever, ainda mais sem rima! É assim que Johann Goeth vai parar em Wetzlar, uma cidadezinha do interior da Alemanha aonde deveria aprender o ofício do Direito.

Na pequena vila o ex-aspirante a escritor logo faz amizade com Wilhelm Jerusalem (Volker Bruch), outro romântico inveterado. Goeth percebe também que deverá trabalhar muito para satisfazer seu chefe Albert Kestner (Moritz Bleibtreu). Porém, aquela vila guardava mais que trabalho burocrático, funcionários puxa-saco e chefes exigentes, foi o que descobriu aquele que mais tarde escreveria o celebre Fausto, ao conhecer a bela Charlotte Buff (Miriam Stein). Mas uma história de amor não é uma história de amor se não tiver seus obstáculos, barreiras, sofrimentos, fantasias, paixão, abdicação...

E a barreira desta história de amor é a mais comum de todas, como disse o amigo de Goeth: “rapaz se apaixona por garota que está prometida a outro rapaz rico”. Desta trama não lhes resta apenas saber seu desfecho, mas sim o meio, afinal, quem sabe não tenha nascido daí aquilo que conhecemos hoje por romantismo.

Título original: (Goeth!)
Lançamento: 2010 (Alemanha)
Direção: Philipp Stölzl
Atores: Alexander Fehling, Miriam Stein, Moritz Bleibtreu, Volker Bruch, Burghart Klaußner, Henry Hübchen
Duração: 100 min
Gênero: Drama

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Melancolia


“Quando tento caminhar, sinto um fio de lã, cinza e grosso, enrolado às minhas pernas” (Justine)


Lars Von Trier é um diretor que valoriza como poucos nosso tempo, suas obras são verdadeiros tratados poéticos, psicanalíticos e filosóficos. Raros são os diretores que conseguem dizer tanto em tão pouco tempo, contar várias histórias em uma só. Se Anticristo já foi um filme chocante e revelador, Melancolia consegue ir alem. Desta vez é mais que triste ou assustador, é extremamente realista, apocalíptico  e humano.

Casar com alguém especial em uma bela cerimônia talvez seja o sonho da maioria das mulheres, mas Justine (Kirsten Dunst) não estava feliz. Sua família estava presente, seu noivo a amava, a cerimônia estava sendo realizada em um bonito palácio, acabara de ser promovida ao cargo de diretora de artes no trabalho, mas, ainda assim, Justine não estava feliz. Quem sabe Gaby (Charlotte Rampling), sua mãe que não fazia questão de esconder o pessimismo e mal humor, saberia dizer o porquê da estranha tristeza de Justine naquele instante que deveria ser o mais feliz da sua vida.

Um prólogo repleto de belas imagens, prática comum do diretor, seguido de um primeiro capítulo que traz à tona a superficialidade das relações e alegrias humanas, tão bem retratadas em Justine, e por fim, chegamos ao segundo capítulo. Aqui é Claire (Charlotte Gainsbourg) que apresenta seus dramas, ás vezes os mesmos que também nos atormentam diariamente. Claire está temerosa quanto a perigosa proximidade do planeta Melancolia, o Viajante. Segundo os cientistas, e seu marido John (Kiefer Sutherland), o planeta apenas chegará próximo á Terra e não trará risco aos humanos, não passando de um grande evento cósmico. Revirando sites e informações catastróficas, Claire então se desespera, diferentemente de Justine que sempre se matem calma, ou do pequeno Leo (Cameron Spurr) ávido para apreciar a chegada do Melancolia.

O que você faz diante da iminente catástrofe, diante do fim? Se desespera, se conforma, fechar os olhos e finge que está tudo bem? Quais são seus mecanismos de defesa? 

Interpretação, trilha sonora fotografia e roteiro são os pontos fortes do filme, mas não superam o maior destaque das obras de Lars Von Trier: a abertura para a reflexão. Definitivamente um dos melhores filmes de do ano de 2011. 

Só nos resta agora esperar ansiosamente pela próximo feito do diretor dinamarquês.    



Título original: (Melancholia)
Lançamento: 2011 (Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Suécia)
Direção: Lars von Trier
Atores: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, Cameron Spurr
Duração: 130 min
Gênero: Ficção Científica

A Invenção de Hugo Cabret


“Se você já imaginou de onde vem seus sonhos, então olhe em volta, pois é aqui que eles são feitos.” ( Méliès)


Uma bela homenagem ao cinema, melhor ainda por ter sido feita por um diretor que domina muito bem esta arte, o grande Martin Scorsese. Recordista de indicações deste ano – um total de onze – A Invenção de Hugo Cabret é um filme com um roteiro simples, emocionante e aventureiro. Por mais que remonte a história de um tema adorado por adultos, que é o cinema, ainda assim, podemos dizer que as crianças também aprovam a película. Porém, arriscaria afirmar que este é o azarão na corrida pelo prêmio de Melhor Filme deste ano.  

Baseado no livro homônimo de Brian Selznick escrito em 2007, este filme conta parte da história de um dos “pais” desta arte, o famoso Georges Méliès idealizador de Le voyage dans la lune (Viagem à lua) levado ao público nos longínquos anos de 1902. Ao mesmo tempo em que nos apresenta cenas de alguns clássicos do cinema, filmes que só encontraríamos em documentários ou em acervo de sortudos colecionadores, como: “A Chegada do Trem na Estação”, além do “Viagem à Lua”, dentre outros.

Mas como o mestre Scorsese nos contaria esta história? Através do jovem garoto órfão Hugo Cabret (Asa Butterfield), filho de um relojoeiro (Jude Law), morto tragicamente. Arrastado abruptamente para conviver com seu tio beberrão, Hugo levou consigo algo que mantinha viva a memória de seu pai, um autômato, espécie de boneco de corda que tentavam consertar antes do trágico acidente. 

Logo o jovem Hugo percebeu que deveria ter algumas preocupações diárias além de tentar consertar sozinho o velho autômato, pois guardava a esperança de ter nele escondido uma mensagem do seu pai. Também deveria dar corda em todos os relógios da estação de trem, local para onde foi levado pelo tio beberrão. Além disso, devia esquivar-se do temível inspetor responsável pela Estação de Trem e exímio caçador de órfãos, o irreconhecível Sacha Baron Cohen - o mesmo dos engraçadíssimos Bruno e Borat. Sem mencionar o enigmático proprietário da loja de brinquedos de onde Hugo sorrateiramente roubava peças para consertar o autômato. Temos ainda a intrépida e sedenta por aventura Isabelle (Chloe Moretz), que só teria a acrescentar na vida daquele órfão persistente.

Além das aventuras, dos bons atores e dos efeitos 3D, finalmente elogiado pelo público, temos também uma pequena história paralela que se desenvolve na Estação: um simpático senhor que tenta incansavelmente cortejar uma senhora, mesmo sendo inúmeras vezes impedido pelo seu cão. Talvez uma singela amostra dos enredos simples e engraçados que inundavam as salas de projeção durante os primeiros anos do cinema.  
Parabéns Scorsese, parabéns Méliès e Irmãos Lumière. Viva ao Cinema!


Título original: (Hugo)
Lançamento: 2012 (EUA)
Direção: Martin Scorsese
Atores: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Emily Mortimer, Jude Law, Sacha Baron Cohen, Christopher Lee, Ben Kingsley.
Duração: 126 min
Gênero: Aventura

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Elefante


“Nunca vi um dia tão triste e belo.” (Eric)


Vez ou outra nos deparamos com filmes que representam muito bem a Sétima Arte, geralmente são aqueles que continuam navegando em nossa cabeça até mesmo dias depois de termos assistido. Elefante é assim, não por ser perfeito na reconstituição da tragédia em Columbine - acontecimento em que se baseia a película - pelo contrário, pois este não é um simples documentário, mas sim por nos mostrar uma brutalidade crua, que por mais que tentemos, não encontraremos justificativas.

Gus Van Sant, o diretor, foi muito feliz na montagem da obra. Retratou alguns dias comuns em uma escola cheia de alunos também comuns. Professores, que talvez tenham se perdido no “meio”esquecendo do “fim”, grupos de alunos reunidos por preferências, ou separados por indiferença, tarefas escolares, brincadeiras, conflitos, Bullying, ou seja, uma escola tão comum quanto qualquer outra norte-americana, ou melhor, em qualquer lugar do mundo. 

A narrativa do filme não tentou se afastar do objeto com intuito de, a partir de uma visão geral e ampla, apontar as possíveis causas que levaram àquela tragédia, ou tentar compreender aqueles acontecimentos de forma tão clara quanto o ato de reconhecer um elefante em uma sala de estar. Não, a narrativa partiu de cada personagem, sejam eles autores ou vítimas: detalhes do cotidiano, angústias, medos, hobby, interesses que revelavam cada vez mais um grupo de adolescentes... comuns.

Como é de costume, após a tragédia os “especialistas” logo apontaram, e continuam apontando, os motivos que levaram Eric e Alex ( no ataque real a escola foram Eric Harris e Dylan Klebold ) a planejarem a invasão e ataque a própria escola onde estudavam, diriam os especialistas: dificuldade de interação com os demais, Bullying, facilidade de comprar armas, games violentos, a sociedade, etc. Mas, Gus Van Sant não quis saber de nada disso, mesmo trazendo tudo isso para o filme, o diretor premiado em Cannes por esta mesma obra, nos mostra a beleza  de dias comuns entrecortada pela brutalidade de um dia que ficou para a história. O filme não tenta explicar nada, não é um documentário, e sim um triste retrato que infelizmente se repetiu outras vezes em outras escolas pelo mundo afora.


Título original: (Elephant)
Lançamento: 2003 (EUA)
Direção: Gus Van Sant
Atores: Alex Frost, Eric Deulen, John Robinson, Elias McConnell.
Duração: 81 min
Gênero: Drama