domingo, 23 de janeiro de 2011

Dúvida

“Leve um travesseiro para o telhado, corte-o com uma faca e volte a falar comigo. Ela foi para casa pegou um travesseiro na cama, uma faca na gaveta, subiu até ao telhado e retalhou o travesseiro. Então ela voltou ao velho padre como ele pedira. Você destruiu o travesseiro com uma faca? Ele perguntou. Sim, padre. E qual foi o Resultado? Penas, ela disse. Penas, ele repetiu. Penas por toda a parte, padre. Agora, eu quero que volte lá e recolha cada pena que saiu voando com o vento. Mas, ela disse, isso não pode ser feito. Não sei pra aonde elas foram, o vento espalhou as penas. Assim é, disse o padre, a maledicência” (Sermão do padre Flynn)


Eis um filme que assistiríamos inúmeras vezes. Não apenas  por suas cinco indicações ao Oscar, não pelas ótimas interpretações dos seus atores, não só porque trazem temas atuais envolvendo a Igreja Católica, não só porque traz a tona o confronto entre o amor e a ética, não só porque a verdade não está clara, e isto nos inquieta, não só por isso, mas também por tudo isso junto.  
O ano é 1964, o cenário é a escola St. Nicholas, no Bronx. Um conflito entre o padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) carismático, recém chegado e com ideias novas e progressistas, que tenta por fim a rigidez dos costumes imposta pela diretora da escola, a Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep) sempre serena e disciplinadora. Entre os dois, o primeiro aluno negro da escola, Donald Miller (Joseph Foster). Certo dia a Irmã James (Amy Adams) comenta com a diretora sobre suas suspeitas em relação ao padre, por este dar atenção demasiada ao garoto. Daí em diante a Irmã, contrariada com as intromissões do padre em sua forma de dirigir a escola, passa a persegui-lo, levantando suspeitas e acusações, principalmente, por ele já ter sido transferido por também suspeita de pedofilia.
O embate entre um padre amoroso, mas possivelmente pedófilo, e uma Irmã rígida, disciplinadora, e ética, levam o telespectador até os minutos finais do filme sem pender para um lado ou outro. Junta se a este contexto a imagem frágil de um garoto inserido em um meio hostil, fruto do preconceito racial da sociedade norte americana dos anos 60, e ainda , pode estar sendo abusado sexualmente. Uma mãe desesperada para dar um futuro melhor ao seu filho, mesmo que seja ás custas de um possível e inaceitável amor de um padre.
Assistam, mas sem perder de vista o título do filme.



Título original: (Doubt)
Lançamento: 2008 (EUA)
Direção:J ohn Patrick Shanley
Atores: Meryl Streep Philip Seymour Hoffman  Amy Adams, Joseph Foster, Viola Davis.
Duração: 104 min
Gênero: Drama

7 comentários:

  1. tem um desafio pra você no meu blog...

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  2. Nossaaaaa... que massa o texto do começo!
    E adorei a dica!
    Muito bacana seu blog! Obrigada poela visita, vou te seguir tb e estarei sempre aki, espero q vc passe sempre lá tb!

    BeijO*-*
    www.evesimplesassim.blogspot.com/

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  3. Incrivel esse filme! Eu gostei mto!
    As aparências não são nada, o q importa é o que somos por dentro, acho essa a maior conclusão desse filme. O corpo é só uma carcaça no fim das contas.

    P.S.: dá uma passada no meu blog e me segue tbm?
    http://330min.blogspot.com/

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  4. Na minha humilde opinião Meryl Streep é a melhor atriz de todos os tempos. Qualquer filme com ela é bom pra mim. Mas esse conta com grandes interpretações de todo o elenco, e ainda tem um tema muito interessante

    Obrigado pela viita, estou seguindo seu blog tambem
    http://thenerdsarecool.blogspot.com

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  5. Olá Marcos

    Gostaria de agradecer a indicação para o selo, postarei assim que possível.

    Grande abraço !

    http://deolhono-lance.blogspot.com/

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  6. Valeu pela visita pessoal, logo estarei passeando por lá tb.
    Leonardo tb concordo que M. Streep é fenomenal, todo papel dela é espetacular, por mais simples que seja ela faz bem.

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